Depois do grande encarceramento

A ideia do encontro multidisciplinar retratado neste livro foi a de produzir uma agenda radicalmente diferente da pauta que gerou o grande encarceramento da virada do século XX para o XXI. O período conhecido como neoliberalismo demandava uma política criminal que desse conta do exército pós-industrial de reserva, esse colossal contingente de força humana deixada de fora do capitalismo videofinanceiro.




Depois do grande encarceramento
Autores: Geraldo Prado, Nilo Batista, Vera Malaguti Batista, Eugenio Raul Zaffaroni, Fernando Tenorio Tagle, Gabriel Ignacio Anitua, Lola Aniyar de Castro, Joel Birman, Regina Neri, Acacio Augusto, Cecilia Maria Bouças Coimbra, Marildo Menegat, Gizlene Neder, Salete Oliveira, Vera Regina P. De Andrade, Edson Passetti, Massimo Pavarini, Mauricio Martinez, Maria Ignez Baldez, Maria Lucia Karam, Rubens Casara e Salo de Carvalho
Editora Revan
1ª edição, São Paulo, 2010


A partir dos anos oitenta, o modelo estadunidense de “combate ao crime” toma conta do mundo através da divulgação maciça da transformação da conflitividade social gerada pela nova configuração do capital em criminalização generalizada da pobreza. O resultado, aqui na nossa margem, foi a fantástica expansão do sistema penitenciário, que saltou de cerca de 110.000 presos em 1994 (começo da era FHC) para quase 500.000 em 2010. A esse movimento veio aliar-se uma adesão subjetiva à truculência e à letalidade policial. Os autores que apresentamos nessa obra se reuniram para a renovação do horizonte utópico, muito diversa dessa pauta que nos é imposta, recuperando análises, projetos e propostas para além do grande encarceramento.

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